Periódico de Acesso Aberto
0.5
Indexada na
SCOPUS
B2
2021-2024
quadriênio
Planejamento e Meio Ambiente | v. 14 n. 3 (2026)
Isaias Nunes Luana Bezerra da Silva Alissandra Trajano Nunes Kleber Carvalho Lima
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Publicado em julho 27, 2026
● https://10.66205/rvbma.v14i3.2113
O processo de degradação ambiental em áreas semiáridas está associado a remoção da cobertura vegetal desencadeando dinâmicas erosivas, com alterações diretas no funcionamento da paisagem e dos ecossistemas. Assim, este estudo teve como objetivo analisar a degradação ambiental em um sistema erosivo localizado no baixo curso do rio Pajeú (PE), a partir da integração de variáveis geomorfológicas, edáficas e vegetacionais. Os procedimentos metodológicos combinaram sensoriamento remoto com Aeronave Remotamente Pilotada, análise geomorfológica das feições erosivas, elementos edáficos com teores de matéria orgânica e carbono orgânico do solo, levantamento florístico e estrutural da vegetação. Os resultados evidenciaram a predominância de solo exposto e elevada conectividade do escoamento superficial, associadas à ocorrência generalizada de erosão laminar e linear. A perda de solo refletiu-se no empobrecimento dos atributos edáficos, especialmente nos baixos teores de matéria orgânica e carbono orgânico nas áreas mais degradadas. A vegetação respondeu de forma consistente as variáveis edáficas, com distribuição espacial heterogênea, baixa diversidade e dominância de hiperxerófilas, além da ocorrência de bioindicadores geomorfológicos, como plantas em pedestal em às áreas de solo exposto. Assim, os resultados indicam que a descontinuidade da cobertura vegetal desencadeia um ciclo de retroalimentação da degradação, no qual a intensificação da erosão, o empobrecimento do solo e as respostas da vegetação limitam a resiliência ambiental, reforçando a vulnerabilidade à desertificação no semiárido pernambucano
