Valor nutricional da silagem pré-secada de capim Tifton - 85

Maria Lindomárcia Leonardo da Costa, Adalgiza Souza Carneiro de Resende, Igor Nelson Herculano Duarte, Neriane Rodrigues Lima, Guilherme Rocha Moreira

Resumo


A conservação de volumosos é estratégia que visa manter a qualidade nutricional das forrageiras e diminuir suas perdas, para que essas possam ser fornecidas aos animais em épocas desfavoráveis, onde geralmente existe baixa quantidade ou qualidade dos alimentos disponíveis nas propriedades. Nessa pesquisa foi avaliado se a silagem pré-secada de capim Tifton-85 (Cynodon spp.) com 60% de matéria seca mantém o valor nutricional durante o armazenamento. Os tratamentos avaliados consistiram nos tempos de armazenamento 1, 3, 7, 14, 28 e 56 dias. O delineamento utilizado foi blocos ao acaso. Não foram observadas diferenças (p>0,05) para as variáveis: matéria pré-seca, proteína bruta, extrato etéreo, fibra em detergente neutro, lignina e digestibilidade in vitro da matéria seca. Houve variação (p<0,05) no teor de fibra em detergente ácido que aumentou aos 28 dias. A hemicelulose apresentou comportamento contrário, reduzindo (p<0,05) suas concentrações 14 dias após a ensilagem. Foram observadas diferenças (p<0,05) para pH que decresceu enquanto o nitrogênio amoniacal apresentou aumento (p<0,05) até o último tempo de armazenamento avaliado. Não foram verificadas diferenças nos teores de micotoxinas entre planta e silagem aos 56 dias. Conclui-se que a silagem pré-secada de capim Tifton-85 (Cynodon spp.) mantem seus valores nutricionais durante o tempo de armazenamento avaliado, tendo seus melhores índices nutritivos a partir dos 28 dias de produção.


Palavras-chave


Armazenamento; Ensilagem; Forragem

Texto completo:

PDF (Português)

Referências


CAMPOS, F. P., NUSSIO, C. M. B., & NUSSIO, L. G. (2004). Métodos de análise de alimentos. Piracicaba: FEALQ.

CASTRO, F. G. G, NÚSSIO, L. G., HADDAD, C. M., CAMPOS, F. P., COELHO, R. M., MARI, J. L., & TOLEDO, P. A. (2006). Perfil microbiológico, parâmetros físicos e estabilidade aeróbia de silagens de capim-tifton 85 (Cynodon sp.) confeccionadas com distintas concentrações de matéria seca e aplicação de aditivos. Revista Brasileira de Zootecnia, 35(32), p. 358-371.

COAN, R. M., REIS, R. A., BERNARDES, T. F., POIATTI, M. L., PEDREIRA, M. S., & SCHOCKEN-ITURRINO, R. P. (2005). Composição química e padrão de fermentação de silagens de Tifton 85 com diferentes conteúdos de umidade. Ars Veterinária, 21(4), p. 168-174.

COSTA, M. L. L., REZENDE, A. S. C., FONSECA, M. G., LAGE, J., PIMENTEL, P. G., MIZUBUTI, I. Y., FREITAS, G. P., MOREIRA, G. R., LANA, A. M. Q., & SALIBA, E. P. S. (2018). Padrão de fermentação da silagem de gramínea tropical e digestibilidade comparada ao feno na dieta de equinos. Semina: Ciências Agrárias, 39(5), p. 2125-2132.

DOMINGUES, J. L. (2009). Uso de volumosos conservados na alimentação de equinos. Revista Brasileira de Zootecnia, 38(Suplemento Especial), p. 259-269.

MCDONALD, P., HENDERSON. A. R., & HERON, S. J. E. (1991). The biochemistry of silage. 2. ed. Marlow: Chalcombe Publication.

MÜLLER, C. E, & UDÉN, P. (2007). Preference of horses for grass conserved as hay, haylage or silage. Animal Feed Science and Technology, 132(1-2), p. 66-78.

MÜLLER, C. (2009). Long-stemmed vs.cut haylage in bales- Effects on fermentation, aerobic storage stability, equine eating behavior and characteristics of equine faeces. Animal Feed Science and Technology, 152(3-4), p. 307-321.

PASTORINI, L. H., BACARIN, M. A., & ABREU, C. M. (2002). Secagem de material vegetal em forno de micro-ondas para determinação de matéria seca e análises químicas. Ciência Agrotecnologia, 26(6), p. 1252-1258.

RAGNARSSON, S., & LINDBERG, J. E. (2008). Nutricional value of Timothy haylage inIcelandic horses. Livestock Science, 113(2), p. 202-208.

SILVA, D. J. & QUEIROZ, A. C. (2002). Análises de Alimentos - Métodos Químicos e Biológicos. Viçosa: Imprensa Universitária.

TILLEY, J. M., & TERRY, R. A. (1963). A two-stage technique for the in vitro digestion of forage crops. The Jounal of the British Grassland Society, 18(2), p. 104-111.

VAN SOEST, P. J. (1994). Nutritional Ecology of the Ruminant. 2.ed. New York: Cornell University Press.

VELÁSQUEZ, P. A. T., BERCHIELLI, T. T., REIS, R. A., RIVERA, A. R., DIAN, P. H. M., & TEXEIRA, I. A. M. A. (2010). Composição química, fracionamento de carboidratos e proteínas e digestibilidade in vitro de forrageiras tropicais em diferentes idades de corte. Revista Brasileira de Zootecnia, 39(6), p. 1206-1213.

WEIRICH, D. T. (2015). Uso de vácuo e inoculante na produção de silage de capim Tifton-85. Dissertação de mestrado,Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Marechal Cândido Rondon, PR, Brasil.

ZANINE, A. M., BONELLI, E. A., FERREIRA, D. J., SOUZA, A. L, SANTOS, E. M., PINHO, R. M. A., PARENTE, H. N., & PARENT, M. O. (2018) Fermentation and chemical composition of guinea grass silage added with wheat meal and Streptococcus bovis, New Zealand Journal of Agricultural Research, 61(4), p. 487 – 494.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Maria Lindomárcia Leonardo da Costa

ISSN: 2595-4431

 Revista sob Licença Creative Commons

Language/Idioma
02bandeira-eua01bandeira-ingla
03bandeira-spn